7 passos para fazer um planejamento financeiro eficiente
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7 passos para fazer um planejamento financeiro eficiente

Todos nós temos algum sonho na vida. Uns têm vontade de comprar um carro, outros pensam em adquirir um imóvel para a família e tem aqueles ainda que desejam viajar pelo mundo.

E isso é muito bom porque mostra que nós nos preocupamos de verdade com o nosso futuro. Só que entre o querer e o conquistar, existe o planejar. E é aí que muita gente fica para trás. A verdade é que grande parte desses objetivos só vão acontecer com um bom planejamento financeiro pessoal. Por isso, é muito importante saber poupar dinheiro e fazê-lo render.

Nesta matéria, vamos falar justamente sobre esse assunto. Selecionamos uma série de dicas práticas para você começar a sua educação financeira assim que terminar de ler este texto. Confira:

Antes de mais nada, planejamento financeiro é…

Totalmente diferente de se privar do que faz você se sentir bem. Existem algumas pessoas que resumem economizar a deixar de comprar alguma coisa ou aproveitar certo tipo de serviço.

Na verdade, essa palavra tem muito mais a ver com saber definir prioridades e entender o que é essencial para aquele momento específico. Tendo isso claro em mente, fica muito mais fácil pôr em prática a nossa primeira dica:

  1. Saiba exatamente o que você quer

Para começar a sua vida financeira do jeito certo, você vai precisar, primeiramente, entender qual é o seu real plano. A essa altura, a pergunta que tem de ser feita é: Como eu quero estar daqui a X anos? ou O que eu quero ter daqui a X anos?

Quando você define um objetivo a longo prazo, consegue enxergar com mais clareza quanto vai ter de juntar para conseguir realizar esse sonho. É possível ter uma ideia também do quanto isso vai pesar no orçamento pessoal ou da família todo mês.

Por isso, você só pode avançar para as outras etapas quando tiver esse ponto bem definido porque ele é o começo do seu objetivo financeiro inteiro.

  1. Negocie as suas contas atrasadas

Estar com o nome no vermelho é uma das piores situações para quem está tentando montar um planejamento financeiro. Chega uma hora que a pessoa fica em dúvida se é melhor começar a juntar logo o dinheiro ou pagar as contas que estão atrasadas.

A nossa sugestão é que, primeiro, você acabe com os débitos em aberto de uma vez. Ou, pelo menos, renegocie todos os prazos. Assim, você ganha mais tempo e, quem sabe, obtém descontos especiais para pagar a quantia.

  1. Acompanhe os seus gastos diariamente

Nome limpo na praça, agora é o momento certo para começar, de fato, a planejar as suas finanças pessoais. O ideal é procurar entender qual é o seu perfil de comprador e se questionar:

– Como estão os meus gastos hoje?

– Para onde vai boa parte do meu rendimento mensal (alimentação, lazer, transporte, etc.)?

– Quais gastos eu consigo cortar ou reduzir por um certo tempo (cineminha todo final de semana e happy hour depois do trabalho)?

Depois que você visualizar para onde o seu dinheiro está indo, é preciso documentar essas informações. E isso pode ser feito por meio de uma planilha. Não se esqueça de separar os gastos por categoria (escola das crianças e aluguel, por exemplo).

  1. Compare os preços antes de fechar negócio

Fazer compras pode ser tentador, mas para quem está se planejando financeiramente, a dica é pesquisar bastante. Você sabia que um único produto pode sofrer variação de preço de mais de 120% entre as lojas?

Pois é. Quando a gente busca comparar os valores praticados em diferentes lugares, podemos economizar em mais de 100%. Portanto, se a compra for física, garimpe os mesmos produtos nos sites das lojas para ter uma média geral de preços.

Se a compra for virtual, faça a mesma coisa com sites comparadores que acham a melhor oferta para você. Só preste atenção ao histórico da loja para não cair em armadilhas.

  1. Use o cartão de crédito só quando realmente precisar

Amigo ou vilão do bolso? Isso só depende de você. Entre tantas razões para usar e abusar do cartão de crédito (milhas, descontos exclusivos, serviços premium), uma verdade é certa: os juros aplicados não são nada legais. Aqui no Brasil, a forma de cobrança atende pelo nome de juros compostos.

Na prática, isso quer dizer que quando deixamos de pagar no dia combinado, a taxa de juros empregada não incide sobre o crédito inicial que foi concedido a você, mas sim, ao valor total que você deve.

Vamos supor que você comprou um tênis no valor de R$300 com uma taxa de juros de 10% ao mês. Depois de três meses de atraso, a sua conta que estaria acumulada em R$390 (10% de R$300 são R$30. 3 meses = R$90 a mais – são os juros simples), na realidade, já estaria custando R$399,30.

Nos juros compostos, esses mesmos 10% são incididos em cima de cada prestação. Falando em Português claro, no segundo mês, em que o valor estivesse em R$330, os juros seriam aplicados em cima dessa quantia, e não mais em cima dos R$300 iniciais. Entendeu?

Portanto, não se deixe levar pelas parcelinhas que cabem no seu bolso como muitos lojistas vendem por aí. Pague sempre que puder à vista para transformar esses 10, 20 ou 30% de juros em descontos.

  1. Reveja as suas metas

Um planejamento financeiro eficaz é aquele que sempre está de acordo com a sua realidade. É muito comum encontrar diversos casos de pessoas que começam superengajadas nesse objetivo e desistem antes mesmo do primeiro ano.

Mesmo que no começo, você tenha definido o seu grande objetivo (e nós fizemos questão de reforçar isso logo no início deste artigo), os seus planos podem mudar. E caberá a você entender que esse tipo de coisa pode ocorrer a qualquer momento.

Infelizmente, imprevistos acontecem. Pode ser um acidente, uma demissão ou um filho a mais. Enfim, as possibilidades são diversas. Por isso, reveja as suas metas a cada semestre ou a cada três meses, por exemplo. Veja se os seus gastos foram reduzidos como você esperava, avalie se o seu poder de investimento aumentou e se realmente ainda está considerando alcançar o seu (antigo) sonho.

  1. Busque entender sobre investimentos

Dinheiro debaixo do travesseiro ou do colchão não rende. Pelo contrário, ele é devorado pela inflação. Logo, tão importante quanto juntar dinheiro é fazer com que ele gere rendimentos, cresça de tamanho.

Caso você não saiba muitas informações sobre o assunto, você pode fazer uma aplicação mais segura na famosa poupança, que não rende tanto, mas é algo mais próximo da realidade de todo brasileiro.

Pesquise mais sobre o Tesouro Direto, os Fundos de Investimento e as Ações. Quem começa a investir precisa se certificar dos prós e dos contras de cada um deles para não correr riscos muito altos e perder o resultado de tanto suor.

EXTRA

  1. Simule o peso das parcelas no seu dia a dia

Quer saber de verdade se você tem condições de arcar com as despesas do seu sonho? Então simule o peso das parcelas no seu orçamento mensal. Por exemplo, se o seu objetivo é comprar um computador, veja se o valor das parcelas negociado não impede você de manter o mínimo possível para viver com conforto.

Mais uma vez, planejar-se financeiramente não significa abandonar o conforto e o bem-estar que você e a sua família tanto merecem.

Gostou do conteúdo? Então complemente a sua leitura com mais estas dicas. Não deixe de ver também o nosso material exclusivo sobre FGT$. Saiba como esse benefício pode ajudar você a comprar o seu imóvel.

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