Entenda como funciona o financiamento imobiliário

O financiamento imobiliário pode ser a solução para quem sonha com a casa própria mas infelizmente não pode pagar o valor integral, é aí que entra o financiamento imobiliário que é uma opção a que muitas famílias brasileiras recorrem. O financiamento funciona como um empréstimo com finalidade específica de aquisição de imóvel. O banco faz o pagamento do valor integral do bem ao vendedor, e a dívida é financiada em prestações ao comprador – podendo utilizar recursos como o FGTS por exemplo.

É fundamental saber que toda forma de financiamento de imóveis embute juros nas prestações. Se você opta por algum tipo de financiamento, seja ele em banco privado ou público, haverá cobrança pelo empréstimo do dinheiro, que é, afinal, o que você está fazendo. Se você não tinha o dinheiro, alguém vai pagar o imóvel para você e dividirá a dívida em fatias. E a composição dessas fatias é que depende da modalidade de financiamento escolhida. Basicamente, toda prestação será composta por juros e amortização, que é o dinheiro que você está mesmo empregando no imóvel.

No Brasil dois sistemas regulamentam o crédito imobiliário: o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Conheça as diferenças entre um e outro:

Sistema Financeiro da Habitação (SFH)

– permite o uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) na compra da casa própria, limita o valor do imóvel e oferece taxas de juros mais atrativas. O sistema rege a maioria dos financiamentos imobiliários do país e tem as seguintes características:

– O valor máximo de avaliação do imóvel deve ser de R$750 mil em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal e de R$650 mil nos demais estados. Acima destes tetos, o sistema de financiamento passa a ser o SFI. Vale lembrar que quem decide se o imóvel está ou não dentro deste limite são os avaliadores da instituição financeira e não o corretor de imóveis;

– O valor máximo da concessão de financiamento é de 90% do valor avaliado;

– Cada parcela não pode comprometer mais que 30% da renda do contratante;

– O prazo para a quitação da dívida deve ser de até 35 anos (420 meses);

– A compra do imóvel deve ser feita exclusivamente por pessoa física;

Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)

– destinado a imóveis acima do valor limite permitido pelo SFH ou que não se enquadrem nas regras do SFH (bens comerciais, por exemplo). Principais características:

– Não há valor máximo de avaliação do imóvel;

– O valor de concessão de financiamento varia de 80 a 90 por cento do valor do imóvel e não há limite de renda comprometida;

– A compra pode ser feita tanto por pessoa física quanto jurídica;

– O prazo de quitação da dívida deve ser de até 35 anos (420 meses), dependendo do agente financeiro escolhido;

– A taxa de juros tende a ser mais alta do que a do SFH;

Quem pode fazer um financiamento imobiliário

Cada instituição determina seus requisitos para fazer um financiamento imobiliário e isso pode mudar conforme a instituição escolhida. No entanto, normalmente esses são os requisitos mais solicitados:

– Nacionalidade brasileira, ou ter visto de permanência no Brasil;

– Ter atingido a maioridade (18 anos ou emancipação)

– Ter como comprovar rendimentos;

– Ter um bom cadastro de consumidor;

– Não ultrapassar o máximo de 80 anos e seis meses, quando somado a idade do solicitante ao prazo de amortização;

– Para quem usa o recurso do FGTS, não se pode ser proprietário, ou estar em processo de compra de outro imóvel residencial na mesma localidade em que reside. Além disso, é preciso ter no mínimo três anos de trabalho sob o regime do FGTS, mesmo que em períodos ou empresas diferentes.

O financiamento é uma excelente forma de pagamento, porém, como todos os outros deve ser muito bem analisada.

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